domingo, 13 de março de 2011

Referenciais

"O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto." - Fernando Pessoa

"O passado é um ovo partido, o futuro um ovo chocado." - Paul Éluad

"Cada um tem o seu passado fechado em si, tal como um livro que se conhece de cor, livro de que os amigos apenas levam o título." - Virginia Woolf

"Conta-me o teu passado e saberei o teu futuro." - Confúcio

"Cure o passado. Viva o presente. Sonhe o futuro." (Provérbio irlandês)

"Lembro-me do passado, não com melancolia ou saudade, mas com a sabedoria da maturidade que me faz projectar no presente aquilo que, sendo belo, não se perdeu." - Lya Luft 

"O passado e o futuro parecem-nos sempre melhores; o presente, sempre pior." - William Shakespeare

"A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente." - Albert Einstein

"Presente: a parte da eternidade que assinala a divisão entre o domínio da frustração e o reino da esperança." - Ambrose Bierce

"O futuro tortura-nos e o passado encandeia-nos. É por aí que se nos escapa o presente." - Gustave Flaubert

"O futuro sempre está a começar agora." - Mark Strand

"O futuro interessa-me porque é o lugar onde vou passar o resto da minha vida." - Woody Allen

"Não temas o futuro, não lamentes o passado." - Percy Bysshe Shelley

"O futuro é algo que cada um alcança a um ritmo de sessenta minutos por hora, haja o que haja, seja quem seja." - C. S. Lewis

"O futuro pertence a quem acredita na beleza dos seus sonhos." - Eleanor Roosevelt

"No passado está a história do futuro." - Juan Donoso Cortés

"A vida é uma série de colisões com o futuro, não é uma soma do que temos sido, e sim do que desejamos ser." - José Ortega y Gasset

"Com o passado, eu não tenho nada a fazer, nem com o futuro. Eu vivo agora." - Ralph Waldo Emerson

 

quarta-feira, 2 de março de 2011

3ª Aula (Projecto)

Continuação do trabalho/planificação da curta-metragem dos grupos.
Os conceitos foram aperfeiçoados, foram escritos os guiões, escolhidas as bandas sonoras e definidos os planos.
Os retratos foram também planificados, nomeadamente a caracterização da personagem, a luz, as cores e combinações.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Referenciais

Chema Madoz

Espelho da página. Tal como me mostraram, espelharam ou projectaram, a página anterior e a página seguinte daquilo a que chamo existência.


Dr. Heisenberg's Magic Mirror of Uncertainty - Duane Michals

São projectadas imagens daquilo que fui e daquilo que serei.
Tive a sensação de me estar a ver ao espelho, e da imagem ser deturpada: por uma lado, já não me recordava de umas; por outro, não vivi as outras.
 
Duane Michals

 O que sou? É aquilo que irei responder.


Escalera Espejo - Chema Madoz

Tenho que seguir o caminho para começar a viver o trilho que liga o passado ao futuro.
Tenho que dar o passo e começar.

Homem/Reflexo - Miguel Afonso (em Olhares)

Sou eu: mas ainda não sou.

Jess LeClair


Joe Dallesandro - Duane Michals


Nicole Kidman by Annie Leibovitz

Tenho que olhar em frente e seguir o caminho. Enfrentar o futuro, encher-me de coragem para seguir o que quero e realizar os meus sonhos...

 Queen Elizabeth by Annie Leibovitz

... Mas tenho medo de ficar parada a olhar o passado.
 Reflexo - Filipa Moreira (em Olhares)
Tenho medo. Medo do que virá, medo do que serei.


weheartit.com
Medo de viver aquilo que simplesmente vi.
 

weheartit.com
Medo de viver todos os meus medos.

weheartit.com
Medo de me ver ao espelho e não me ver.


Who Am I? - Duane Michals

As ideias continuam deturpadas, sou 3 faces da mesma projecção.

Mom in the mirror - Zeke Kamm
Sou o passado, sou o presente e sou o futuro.
Supostamente sou tudo, mas só quando começar a viver é que o serei.

1ª Aula (Tecnologia - Cinema)

Apresentação da tecnologia e visualização de um power-point acerca da mesma.
O cinema foi inventado pelos Irmãos Lumière, sendo a primeira exibição pública em 28 de Dezembro de 1895 no Grand Café em Paris, através do cinematógrafo.
Após a invenção, um ilusionista, George Meliés, tentou comprar o cinematógrafo, sem sucesso, aos Irmãos Lumiére. Conseguiu comprar um aparelho semelhante nos Estados Unidos e com ele fez alguns dos primeiros filmes, sendo considerado o pai dos efeitos especiais.


Alguns conceitos:

Efeito Imagético - Poder que as imagens têm de produzir em nós emoções e sentimentos, que resulta do grande envolvimento sensitivo criado pelos meios audiovisuais, e que explora a capacidade de nos envolvermos emocionalmete nas histórias dos protagonistas.

Persistência Retiniana - Duração de tempo de passagem de fotograma para fotograma (24 por segundo), deixando a ilusão de "rasto" de movimento.

À palavra - corresponde - o planoÀ frase - corresponde - a cenaAo parágrafo - corresponde - a sequência

Plano - Unidade básica da linguagem audiovisual com significado. O plano é um enquadramento em continuidade.

Cena - Conjunto de planos com sentido dentro do mesmo espaço dramático. A cena é a unidade de acção de um filme. Geralmente, sempre que se muda de local, muda-se de cena.

Sequência - Conjunto de cenas interligadas.

Plano geral: Da cabeça aos pés.
Plano médio: Cabeça e tronco (Metade)
Plano próximo: Linha do peito (Busto)
Grande plano: Dois dedos abaixo do queixo
Muito grande plano: Área desde os olhos à boca
Plano americano: Da cabeça aos joelhos (Plano utilizado nos westerns)
Plano de conjunto: Quando existem mais que uma personagem dentro do espaço dramático

Regra dos terços - A imagem é dividida em três partes iguais, quer na altura, quer no comprimento, sendo os pontos de união das partes, os pontos principais da imagem.

Perspectiva normal: Câmara ao nível do olhar.
Picado: Câmara acima do nível do olhar.
Contra-picado: Câmara abaixo do nível do olhar.

Panorâmicas: Movimentos de câmara para a esquerda/direita (horizontal); cima/baixo (vertical) ou oblíquo.
Travelling: Charriot, quando a câmara desliza em cima de carris.
Zoom: Dá ilusão de movimento.
Tipos de câmara: Mini-Gruas (Jimmy Jibs); Steadicam.


Steadicam


Mini-grua


Elipse: Avanço no tempo.
Flashback: Recuo no tempo.
Raccords: Conjunto de elementos, movimentos e detalhes que asseguram a continuidade entre planos e cenas.

2ª Aula (Projecto)

Na segunda aula de projecto, os prefessores fizeram a avaliação individual dos alunos em relação à tecnologia anterior, nomeadamente, Design de Comunicação. Depois dessa avaliação, foram formados os grupos para a curta-metragem de cinema.
Seguidamente, os grupos discutiram ideias e formaram um conceito.
Com esse conceito, é preciso montar um storyboard individual de cada membro, com a respectiva cena, plano (6), caracterização e maquilhagem.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Pesquisa (Cinema)


Cinema, vem do grego, kinema, que singnifica movimento. Cinematografia significa então, escrita do movimento.
O Cinema (ou melhor dizendo, o cinematógrafo) foi criado pelos Irmãos Lumière, sendo a primeira exibição a 28 de Dezembro de 1895 no Grand Café em Paris. Foram atribuidos "créditos" das primeiras filmagens serem da autoria de Thomas Edison, inventor da lâmpada, mas a invenção do Cinema está assegurada aos Irmãos Lumière.
Um filme é constituído por fotogramas. Diante dos nossos olhos passam 24 fotogramas por segundo, o que faz com que não nos apercebamos dos intervalos entre os mesmos dando-se a "persistência retiniana", o nome que se dá à associação de todos os fotogramas dando a ilusão de movimento no nosso cérebro.
O primeiro filme alguma vez exibido, "A Saída dos Operários da Fábrica Lumière", tal como os outros filmes da altura, tinha uma duração de 40 a 50 segundos, pois as fitas tinham apenas 15 metros de comprimento. Antes dos filmes serem exibidos em salas de cinema ou cine-teatros, eram exibidos em nickelodeons, pequenos sítios de exibição em que se pagava um nickel para a visualização da película. A primeira longa metragem, com 70 minutos, foi o filme "The Story of the Kelly Gang" de 1906, de Charles Tait.
Como é conhecido, os primeiros filmes eram mudos. As personagens não tinham falas "sonorizadas" e a banda sonora era tocada ao vivo por uma orquestra nos cine-teatros.
É nesta altura que Charlie Chaplin começa a ser célebre com a sua personagem de "Charlot", bem como a realizar, escrever e compôr a banda sonora dos seus próprios filmes.
O cinema sonoro chegou nos loucos anos 20. O primeiro filme falado foi "The Jazz Singer" de 1927 de Alan Crosland.
Nessa altura, o cinema entrou em crise. O público não gostava de ouvir as vozes dos actores que por vezes estavam longe de estar belas, como por exemplo a de Greta Garbo, comparada a um "papão" na canção portuguesa interpretada por Corina Freire e posteriormente por Cândida Branca Flor: "Teodoro Não Vás ao Sonoro".
Mesmo sem o apoio da maioria dos realizadores, o sonoro vingou e recuperou o público outrora perdido.
O porquê de Hollywood?
Sendo o Cinema criado em França, porquê a "meca" do cinema ser Hollywood?
O cinematógrafo foi levado para os Estados Unidos no início do século XX. Nova Iorque era um porto a que chegavam dos mais variados cidadãos dos povos europeus, ambicionando uma boa vida e procurando o sonho americano. Num período de 30 anos, a Europa sofria as Duas Grandes Guerras Mundiais, enquanto que Hollywood produzia filmes. As "movie houses" atraiam os cidadãos de classe baixa, bem como os imigrantes devido à acessibilidade e à facilidade de compreensão da película. Com a criação das primeiras produtoras cinematográficas, muitos imigrantes entravam nos filmes como figurantes, assegurando uma maneira fácil de ganhar dinheiro.
Em meados dos anos 20, já eram célebres as produtoras cinematográficas como a MGM (Metro Goldwyn Mayer); Fox; Warner Brothers; Pathé; Universal; United Artists; First National; Producers' Distributing Corp. e Paramount.
Em 1927, foram criados os prémios mais conhecidos do mundo, nomeadamente, os Óscares, que premeiam anualmente os melhores do cinema, desde actores à equipa técnica e realizador do filme.
Nesta altura, pessoas como Cecil B. DeMille, David Griffith, Louis B. Mayer, Charlie Chaplin, Mary Pickford ou os Irmãos Warner lideravam a "cadeia cinematográfica".
Após várias tentativas falhadas, o Technicolor (técnica de cinema a cores) foi utilizado pela primeira vez no filme "Becky Sharp" de 1935 de Rouben Mamoulian. Por volta da década de 50, o cinema a cores tinha dominado a indústria e a técnica de preto e branco já raramente era utilizada.
As décadas de 40-50 foram consideradas como a "Golden Age", pois foram realizados alguns dos filmes mais célebres de sempre, como "Casablanca", "E Tudo o Vento Levou" (este de '39), "Lawrence da Arábia", "Ben-Hur", "O Gigante", "Quanto Mais Quente Melhor", "Cleópatra", "Os Homens Preferem as Loiras", "A Leste do Paraíso", "Até à Eternidade", "Citizen Kane", "Há Lodo no Cais" ou "Um Eléctrico Chamado Desejo";  e nasceram estrelas que se tornaram lendas, como Marilyn Monroe, James Dean, Elizabeth Taylor, Marlon Brando (o primeiro actor a utilizar a utilizar o Sistema Stanislavski em cinema), Audrey Hepburn, Cary Grant, Grace Kelly, Rock Hudson, Katherine Hepburn, Humphrey Bogart, Lauren Bacall, Peter O'Toole, Vanessa Redgrave, Frank Sinatra, Debora Kerr, Gene Kelly, Charlton Heston, Fred Astaire, Vivien Leigh ou Clark Gable.
Em 1958 dá-se em França o movimento Nouvelle Vague, que pretende revolucionar o cinema francês combatendo a comercialidade do mesmo, destacando-se realizadores como Jean-Luc Godard, François Truffaut, Claude Chabrol ou Agnes Varda.
Nos anos 60 apareceram os realizadores Martin Scorsese, Steven Spielberg, George Lucas, Brian DePalma, Francis Ford Coppola e é valorizado e estudado o cinema de Alfred Hitchcock.Os anos 70 foram a década de filmes notáveis que se tornaram clássicos de alguns realizadores que se catapultaram para a fama na década de 60: "O Padrinho" e "Apocalypse Now" (Coppola); "Guerra das Estrelas" (Lucas); "Laranja Mecânica" (Kubrick); "Tubarão" (Spielberg); "Voando Sobre Um Ninho de Cucos" (Milos Forman); "Rocky" (John G. Avildeson); "Grease" (Randal Kleiser); e o controverso "O Último Tango em Paris" (Bernardo Bertolucci). É a decada em que actores como Dustin Hoffman, Al Pacino, Robert DeNiro, Jack Nicholson, Michael Douglas, Robert Redford, Meryl Streep ou Glenn Close saltam para o estrelato.
Os anos 80 trouxeram-nos filmes de teor muito "profundo" e de retrato quotidiano, mas também a ficção e a biografia. Foi a década dos filmes mais marcantes e que, apesar dos clássicos da "Golden Age", são referências para qualquer um: "Indiana Jones e os Salteadores da Arca Perdida", "A Cor Púrpura", "E.T. - O Extra-Terrestre" (Spielberg); "Touro Enraivecido", "A Cor do Dinheiro" (Scorsese); "Ghandi" (Richard Attenborough); "Tootsie", "África Minha" (Sydney Pollack); "Scarface" (DePalma); "Veludo Azul" (David Lynch); "Atracção Fatal" (David Lyne); "Dirty Dancing" (Emile Ardolino); "Encontro de Irmãos" (Barry Levinson); "O Meu Pé Esquerdo" (Jim Sheridan); "O Clube dos Poetas Mortos" (Peter Weir), "Wall Street" (Oliver Stone).
Os anos 90 trouxeram também alguns filmes lendários, como "O Silêncio dos Inocentes", "A Lista de Schindler", "Forrest Gump", "Titanic", "O Resgate do Soldado Ryan" ou "Beleza Americana" mas especialmente projectaram no grande ecrã algumas das lendas de hoje em dia como Tom Cruise, Nicole Kidman, Johnny Depp ou Tom Hanks.
O novo milénio trouxe também filmes que prometem tornar-se lendas como "O Segredo de Brokeback Mountain", controverso tratando a homossexualidade; "I am Sam" ou "O Estranho Caso de Benjamin Button", mas foi neste período que o cinema começou a tornar-se uma máquina programada para fazer dinheiro, começando a esgotar-se os verdadeiros apaixonados pela 7ª Arte.
A esperança irá continuar, de que os verdadeiros cinéfilos e amantes da arte cinematográfica continuem com a máquina. Não a máquina de dinheiro, mas a máquina de sonhos.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Pesquisa (Cinema)

“O mundo de um cineasta é marcado pela interligação entre a realidade e os sonhos. O cineasta usa a realidade como a sua inspiração, pinta-a com a cor da sua imaginação, e cria um filme que é a projecção das suas esperanças e dos seus sonhos.
A realidade é que tenho sido impedido de filmar nos útlimos cinco anos e fui agora oficialmente condenado a ser privado desse direito por mais vinte anos. Mas sei que continuarei a tornar os meus sonhos em filmes na minha imaginação. Admito, como cineasta socialmente consciente, que não poderei retratar os problemas e preocupações quotidianos do meu povo, mas não me vou negar a sonhar que, ao fim de vinte anos, todos os problemas terão desaparecido e farei filmes sobre a paz e a prosperidade no meu país quando voltar a ter essa oportunidade.
A realidade é que me privaram de pensar e escrever por vinte anos, mas não me podem impedir de sonhar que, daqui a vinte anos, a inquisição e a intimidação serão substituídas pela liberdade e pelo pensamento livre.
Privaram-me de ver o mundo durante vinte anos. Espero, quando estiver livre, ser capaz de viajar por um mundo sem barreiras geográficas, étnicas e ideológicas, onde as pessoas viverão juntas em liberdade e paz independentemente das suas crenças e convicções.
Condenaram-me a vinte anos de silêncio. Mas nos meus sonhos grito por um tempo em que possamos tolerar-nos mutuamente, respeitar a opinião de cada um, e viver uns para os outros.
A realidade do meu veredicto é que devo passar seis anos na prisão. Viverei os próximos seis anos esperando que os meus sonhos se tornem realidade. Desejo que os meus colegas cineastas em todos os cantos do mundo continuem a criar filmes tão bons que, quando sair da prisão, eu seja inspirado a continuar a viver no mundo que eles sonharam nos seus filmes.
A partir de agora, e pelos próximos vinte anos, sou forçado ao silêncio. Sou forçado a não poder ver, sou forçado a não poder pensar, sou forçado a não poder fazer filmes.
Submeto-me à realidade do cativeiro e dos captores. Procurarei a manifestação dos meus sonhos nos vossos filmes, esperando encontrar neles aquilo de que me privaram."

Carta de Jafar Panahi, cineasta iraniano condenado a seis anos de prisão quando as autoridades iranianas invadiram a sua casa, por Panahi apoiar um candidato ao governo que desagradava a essas mesmas autoridades, e considerarem que a colecção de filmes que tinha em casa era "obscena".Foi considerado "Cineasta do Mundo" pelo júri do Festival de Cinema de Berlim.)

Ainda existem pessoas em que o amor, neste caso ao Cinema, ultrapassa qualquer prisão. Inspirador, para cinéfilos... e não só.