terça-feira, 4 de janeiro de 2011

1ª Aula

Novo Módulo: Design de Comunicação.

Objectos finais deste módulo:
- Publicação (Capa; Paginação)
- Animação - Multimédia (Poesia Visual/Fotomontagem)
- Serigrafia - Poesia Visual/Fotomontagem

1. Desafio:
Vais agora caminhar pelo mundo... Por onde andas e o que encontras?
(Abordagem Geográfica:
- Física: Espaço, Tempo.
- Mental: Convicções. Sonho/Imaginário. Emoções. Sensações.
Incluir referências à sexualidade e comportamentos aditivos [no âmbito da visita de estudo ao centro de aconselhamento Aparece])

2. Conceito:
Entrei num barco de papel que tinha como destino o amor.
O amor?
Sim, o amor.
O amor sentido pelas mulheres que marcaram o mundo pelos seus ofícios, pelos seus feitos... pelo seu amor ao que faziam.
Primeira paragem: Marie Curie, a mulher que amou a ciência, a primeira mulher a ganhar um Nobel, que se manteve fiel ao seu marido até à sua morte. A mulher das unhas roídas.
Segunda paragem: Coco Chanel, a mulher que amou a moda, que tornou o sue nome numa marca intemporal. A mulher que nunca se casou e viveu paixões e aventuras carnais. A mulher da obsessão pelos armários cheios.
Terceira paragem: Marguerite Yourcenar, a mulher que amou a literatura. A primeira mulher a entrar na Academia Francesa e a escrever obras primas literárias. A homossexual dependente de café.
Quarta paragem: Madre Teresa de Calcutá, a mulher que amou a Deus. A mulher que ajudou todo um povo e se manteve na (suposta) abstinência com o gosto indomável por tabletes de chocolate.
Quinta paragem: Marlene Dietrich, a mulher que amou o cinema. A mulher que protagonizou a sétima arte, a femme fatale, a mulher que amou homens, mulheres e calmantes.
Sexta paragem: Golda Meïr, a mulher que amou a política. A mulher que formou Israel e lutou até ao fim pela sua gente, os judeus. A mulher que gostou de vários homens mas apenas um foi o seu companheiro, juntamente com os derradeiros cigarros.
Todas estas mulheres estavam em pedestais inabaláveis, com figuras intocáveis. Mas mulheres que eram como as outras, com problemas, virtudes, vícios e paixões como as outras, com desilusões, dramas e problemas, porque antes de serem cientistas, estilistas, escritoras, missionárias, actrizes ou políticas, elas eram simplesmente mulheres.
Pelo menos no meu mundo habitado por elas.
O mundo que percorri.
O mundo onde apenas o amor era o destino.

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