sexta-feira, 1 de abril de 2011

Desde sempre que todas as técnicas cinematográficas foram evoluindo: as câmaras, os efeitos especiais, os processos de realização, a produção e a caracterização. Mas também a própria representação evoluiu em termos de discurso:




Gata em Telhado de Zinco Quente (1958, Richard Brooks) é um filme que apresenta actuações de duas grandes estrelas da Golden Age: Elizabeth Taylor (Cleópatra; Butterfield 8; Quem Tem Medo de Virgina Woolf?) e Paul Newman (A Cor do Dinheiro; Butch Cassidy).Na época, o discurso dos actores era bastante forçado, dando um grande ênfase tanto vocal como expressivo.
As pausas de discurso e de movimento eram também símbolos desse "exagero".





Top Gun (1986, Tony Scott) é um filme onde entram dois actores célebres na década de 80: Kelly McGillis (Os Acusados) e Tom Cruise (Cocktail; Rain Man; Entrevista com o Vampiro; Jerry Maguire.)
Nesta altura o discurso dos actores já era mais natural.




O Diário da Nossa Paixão (2004, Nick Cassavetes) com Ryan Gosling (Lars e o Verdeiro Amor; Blue Valentine) e Rachel McAdams (A Mulher do Viajante do Tempo; Giras e Terríveis.)
Hoje em dia, as boas interpretações são bastante realistas. Os sentimentos não são expressos de uma maneora tão exagerada e podemos indentificar-nos com o filme por esta causa.

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