sábado, 26 de fevereiro de 2011

Pesquisa (Cinema)


Cinema, vem do grego, kinema, que singnifica movimento. Cinematografia significa então, escrita do movimento.
O Cinema (ou melhor dizendo, o cinematógrafo) foi criado pelos Irmãos Lumière, sendo a primeira exibição a 28 de Dezembro de 1895 no Grand Café em Paris. Foram atribuidos "créditos" das primeiras filmagens serem da autoria de Thomas Edison, inventor da lâmpada, mas a invenção do Cinema está assegurada aos Irmãos Lumière.
Um filme é constituído por fotogramas. Diante dos nossos olhos passam 24 fotogramas por segundo, o que faz com que não nos apercebamos dos intervalos entre os mesmos dando-se a "persistência retiniana", o nome que se dá à associação de todos os fotogramas dando a ilusão de movimento no nosso cérebro.
O primeiro filme alguma vez exibido, "A Saída dos Operários da Fábrica Lumière", tal como os outros filmes da altura, tinha uma duração de 40 a 50 segundos, pois as fitas tinham apenas 15 metros de comprimento. Antes dos filmes serem exibidos em salas de cinema ou cine-teatros, eram exibidos em nickelodeons, pequenos sítios de exibição em que se pagava um nickel para a visualização da película. A primeira longa metragem, com 70 minutos, foi o filme "The Story of the Kelly Gang" de 1906, de Charles Tait.
Como é conhecido, os primeiros filmes eram mudos. As personagens não tinham falas "sonorizadas" e a banda sonora era tocada ao vivo por uma orquestra nos cine-teatros.
É nesta altura que Charlie Chaplin começa a ser célebre com a sua personagem de "Charlot", bem como a realizar, escrever e compôr a banda sonora dos seus próprios filmes.
O cinema sonoro chegou nos loucos anos 20. O primeiro filme falado foi "The Jazz Singer" de 1927 de Alan Crosland.
Nessa altura, o cinema entrou em crise. O público não gostava de ouvir as vozes dos actores que por vezes estavam longe de estar belas, como por exemplo a de Greta Garbo, comparada a um "papão" na canção portuguesa interpretada por Corina Freire e posteriormente por Cândida Branca Flor: "Teodoro Não Vás ao Sonoro".
Mesmo sem o apoio da maioria dos realizadores, o sonoro vingou e recuperou o público outrora perdido.
O porquê de Hollywood?
Sendo o Cinema criado em França, porquê a "meca" do cinema ser Hollywood?
O cinematógrafo foi levado para os Estados Unidos no início do século XX. Nova Iorque era um porto a que chegavam dos mais variados cidadãos dos povos europeus, ambicionando uma boa vida e procurando o sonho americano. Num período de 30 anos, a Europa sofria as Duas Grandes Guerras Mundiais, enquanto que Hollywood produzia filmes. As "movie houses" atraiam os cidadãos de classe baixa, bem como os imigrantes devido à acessibilidade e à facilidade de compreensão da película. Com a criação das primeiras produtoras cinematográficas, muitos imigrantes entravam nos filmes como figurantes, assegurando uma maneira fácil de ganhar dinheiro.
Em meados dos anos 20, já eram célebres as produtoras cinematográficas como a MGM (Metro Goldwyn Mayer); Fox; Warner Brothers; Pathé; Universal; United Artists; First National; Producers' Distributing Corp. e Paramount.
Em 1927, foram criados os prémios mais conhecidos do mundo, nomeadamente, os Óscares, que premeiam anualmente os melhores do cinema, desde actores à equipa técnica e realizador do filme.
Nesta altura, pessoas como Cecil B. DeMille, David Griffith, Louis B. Mayer, Charlie Chaplin, Mary Pickford ou os Irmãos Warner lideravam a "cadeia cinematográfica".
Após várias tentativas falhadas, o Technicolor (técnica de cinema a cores) foi utilizado pela primeira vez no filme "Becky Sharp" de 1935 de Rouben Mamoulian. Por volta da década de 50, o cinema a cores tinha dominado a indústria e a técnica de preto e branco já raramente era utilizada.
As décadas de 40-50 foram consideradas como a "Golden Age", pois foram realizados alguns dos filmes mais célebres de sempre, como "Casablanca", "E Tudo o Vento Levou" (este de '39), "Lawrence da Arábia", "Ben-Hur", "O Gigante", "Quanto Mais Quente Melhor", "Cleópatra", "Os Homens Preferem as Loiras", "A Leste do Paraíso", "Até à Eternidade", "Citizen Kane", "Há Lodo no Cais" ou "Um Eléctrico Chamado Desejo";  e nasceram estrelas que se tornaram lendas, como Marilyn Monroe, James Dean, Elizabeth Taylor, Marlon Brando (o primeiro actor a utilizar a utilizar o Sistema Stanislavski em cinema), Audrey Hepburn, Cary Grant, Grace Kelly, Rock Hudson, Katherine Hepburn, Humphrey Bogart, Lauren Bacall, Peter O'Toole, Vanessa Redgrave, Frank Sinatra, Debora Kerr, Gene Kelly, Charlton Heston, Fred Astaire, Vivien Leigh ou Clark Gable.
Em 1958 dá-se em França o movimento Nouvelle Vague, que pretende revolucionar o cinema francês combatendo a comercialidade do mesmo, destacando-se realizadores como Jean-Luc Godard, François Truffaut, Claude Chabrol ou Agnes Varda.
Nos anos 60 apareceram os realizadores Martin Scorsese, Steven Spielberg, George Lucas, Brian DePalma, Francis Ford Coppola e é valorizado e estudado o cinema de Alfred Hitchcock.Os anos 70 foram a década de filmes notáveis que se tornaram clássicos de alguns realizadores que se catapultaram para a fama na década de 60: "O Padrinho" e "Apocalypse Now" (Coppola); "Guerra das Estrelas" (Lucas); "Laranja Mecânica" (Kubrick); "Tubarão" (Spielberg); "Voando Sobre Um Ninho de Cucos" (Milos Forman); "Rocky" (John G. Avildeson); "Grease" (Randal Kleiser); e o controverso "O Último Tango em Paris" (Bernardo Bertolucci). É a decada em que actores como Dustin Hoffman, Al Pacino, Robert DeNiro, Jack Nicholson, Michael Douglas, Robert Redford, Meryl Streep ou Glenn Close saltam para o estrelato.
Os anos 80 trouxeram-nos filmes de teor muito "profundo" e de retrato quotidiano, mas também a ficção e a biografia. Foi a década dos filmes mais marcantes e que, apesar dos clássicos da "Golden Age", são referências para qualquer um: "Indiana Jones e os Salteadores da Arca Perdida", "A Cor Púrpura", "E.T. - O Extra-Terrestre" (Spielberg); "Touro Enraivecido", "A Cor do Dinheiro" (Scorsese); "Ghandi" (Richard Attenborough); "Tootsie", "África Minha" (Sydney Pollack); "Scarface" (DePalma); "Veludo Azul" (David Lynch); "Atracção Fatal" (David Lyne); "Dirty Dancing" (Emile Ardolino); "Encontro de Irmãos" (Barry Levinson); "O Meu Pé Esquerdo" (Jim Sheridan); "O Clube dos Poetas Mortos" (Peter Weir), "Wall Street" (Oliver Stone).
Os anos 90 trouxeram também alguns filmes lendários, como "O Silêncio dos Inocentes", "A Lista de Schindler", "Forrest Gump", "Titanic", "O Resgate do Soldado Ryan" ou "Beleza Americana" mas especialmente projectaram no grande ecrã algumas das lendas de hoje em dia como Tom Cruise, Nicole Kidman, Johnny Depp ou Tom Hanks.
O novo milénio trouxe também filmes que prometem tornar-se lendas como "O Segredo de Brokeback Mountain", controverso tratando a homossexualidade; "I am Sam" ou "O Estranho Caso de Benjamin Button", mas foi neste período que o cinema começou a tornar-se uma máquina programada para fazer dinheiro, começando a esgotar-se os verdadeiros apaixonados pela 7ª Arte.
A esperança irá continuar, de que os verdadeiros cinéfilos e amantes da arte cinematográfica continuem com a máquina. Não a máquina de dinheiro, mas a máquina de sonhos.

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